A descoberta do beijo
O primeiro beijo, claro que me lembro, já fazem 15 anos.
Quando se tem uma amiga da sua idade e ela tem um irmão mais
velho o resultado é enganar a novinha.
Talvez meio precoce esse primeiro beijo, foi com 10 anos de
idade. Eu morava na Rua Maria Jorge, nº 41, Jd Alice, tinha uma vizinha (não
citarei nome dos envolvidos) da mesma idade que eu e nossa maior diversão era
passar trote para as pessoas, até um belo dia a conta de telefone chegar, a mãe
dela quase enfartou.
Andávamos com uma turma de garotos com idade entre 12 e 18
anos, daí sempre soube que minha afinidade maior era com os meninos, sempre
dava mais risada com eles, me sentia bem, talvez por não me julgarem
esteticamente, porque vamos combinar, eu não era a mais bonita da turma, pra
falar a verdade eu era um monstrinho, gorda e cabeçuda, imagina isso. E no meio
dos meninos não existia disputa de beleza, ou de quem vestia a roupa mais
bonita, então gostava de estar com eles.
Um belo dia na casa da vizinha, o irmão (de 15 anos) dela
chega e pergunta
- o que estão fazendo?
- brincando de casinha – respondo eu.
- mas toda casa tem um pai e uma mãe correto?
- é correto.
- então quer ser a mãe e eu o pai?
- a pode ser
-mas pai e mãe se beijam né?
- é.
E foi assim que dei meu primeiro beijo de língua. MUITO
ESTRANHO MESMO.
Eu muito inocente contei para meu irmão e ele correu pra
contar para minha mãe, fiquei em choque! Foi nesse dia que aconteceu a primeira
reunião em família. Minha mãe estava furiosa gritando que era errado e foi nesse dia também que
descobri meu poder de contestação. Ela aos gritos me perguntando como tinha
sido e eu respondendo só o que queria e questionando o porquê era errado, até
hoje ela não soube responder
Mas o que se tira é: irmão mais novo é boca aberta e nem
sempre sua mãe (ou qualquer outra pessoa) está certa, falar não por não é ruim,
todo não tem que ser esclarecido, tudo tem motivo e se você recebe um não, tem
que saber o porquê dele. Fica a dica pra você que aceita tudo de cabeça baixa!
Reclame sim, fale sim, desde que tenha argumento suficiente para isso.

huahauahua... morri de rir imaginando a cena e morri mais ainda com o "monstrinho" (super me identifiquei) kkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
ResponderExcluirbjos da Késia ;)
Imagina uma sala e gritos. Tenso. Obrigada por ler, vou tentar postar mais. Beijos
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